Aeronaves

Histórico

O Minuano era equipado com motor Lycoming com injeção direta de combustível de 300 HP, desenvolvia até 270 km/h e contava com moderno sistema eletrônico de comunicação e radionavegação. Além do espaço para acomodar até seis passageiros, o Minuano possuia amplo espaço para bagagens na porta traseira e nariz.

Idealizado para operar em regiões onde os campos de pouso fossem curtos ou não pavimentados, uma pesquisa divulgada em 1984 revelou que a maior utilização do Minuano por parte de seus proprietários era em voos entre cidade e fazenda. Em 1986, o Minuano PT-RNR foi utilizado por seis pilotos franceses da École Nationale Supérieure de L’Aeronautique et de I'Espace que realizaram uma viagem de norte a sul do Brasil, onde percorreram 1000km, em 51 horas de voo, durante 13 dias. A viagem da equipe francesa foi transformada em tese sobre a importância da aviação de pequeno porte como elemento de integração num país de grandes dimensões territoriais.

Foi em Itaituba, cidade localizada a 890 quilômetros de Belém, na principal região do garimpo no Estado do Pará, que o Minuano obteve seu maior sucesso. Chegando a ser carinhosamente chamado de Cherocão, entre as suas principais atividades estava o transporte de ouro, de cargas e até mesmo de passageiros. O Minuano, foi, disparado, o avião mais utilizado dentre as aeronaves que operavam na cidade, com 1324 voos em março de 1986 (23,73% do total).

Um total de 293 aeronaves Minuano foram comercializadas entre 1975 e 1996.

Parceria Embraer Piper

Com apenas cinco anos de existência, em 1974 a Embraer já era considerada uma sólida empresa. Com 3.000 funcionários, tinha três aviões de sucesso no mercado: o Bandeirante, para aviação civil, o Xavante, para fins militares, e o Ipanema, de uso agrícola. Mas havia outros mercados a serem conquistados: em 1973, o Brasil ocupava o primeiro lugar no hemisfério sul entre os importadores de aviões leves, pequenos monomotores ou bimotores de até dez lugares, muito requisitados por empresas brasileiras para as viagens de seus executivos, sobretudo os fabricados pela empresa norte-americana Piper Aircraft Corporation. A previsão era de que, até 1978, o mercado brasileiro absorvesse cerca de 3 mil aviões leves. Para a Embraer desenvolver aviões similares, levaria em torno de três a cinco anos, levando em consideração os estudos para concepção, projeto, fabricação, etc., que demandavam recursos não disponíveis. Como forma de contornar a questão, a Embraer entrou em negociação com a Piper para produzir algumas de suas aeronaves sob licença no Brasil.

Durante as comemorações do quinto aniversário da Embraer, a empresa assinou um contrato de cooperação com a Piper nas áreas de desenvolvimento, produção e comercialização de seus aviões leves. Logo após a formalização do acordo, o governo brasileiro elevou as tarifas alfandegárias para aeronaves leves estrangeiras de 7% para 50%.

Inicialmente, a Embraer fabricaria apenas dois aviões: os bimotores EMB 820 Navajo (Piper Navajo Chifetais) e EMB 810 Seneca (Piper Seneca III). No entanto, já em 1974, a fabricação do monomotor EMB 720 Minuano (Cherokee Six) também foi incorporada na linha de produção da Embraer. No mesmo ano, a Empresa contratou a Neiva para produzir as aeronaves EMB 710 Carioca (Cherokee 235 Pathfinder) e EMB 711 Corisco (Cherokee Arrow II), todos da Piper.

A apresentação oficial das cinco aeronaves ocorreu em 17 de junho de 1975, e contou com o sorteio de um EMB 710 Carioca entre os aeroclubes brasileiros, que visava prestigiar a atividade destes grupos. O ganhador foi o Aeroclube de Bragança Paulista. No período de 1976 a 1984, foram lançadas mais três aeronaves leves: Tupi (Piper Archer II), Sertanejo (Cherokee Lance) e Carajá, sendo esta última uma versão atualizada do Navajo, totalizando oito aeronaves leves.

Em 1978, a Embraer passou a produzir localmente os aviões, com peças e componentes produzidos no Brasil, com exceção de alguns poucos itens, e em 1984, toda produção da linha de aviões leves da Embraer foi transferida para a Neiva, em Botucatu, no estado de São Paulo.

A produção de aeronaves leves superou as expectativas, pois, no total, 2.326 aeronaves Piper foram entregues entre 1975 e 2000.​​

Ficha Técnica

  • Nome do Produto:Minuano
  • Código da Embraer:EMB 720
  • Nicho de Mercado:Aviação Leve
  • Início de Projeto:1974
  • Lançamento:17 de Junho de 1975
  • Primeira Venda:1975
  • 1º Voo: 
  • Certificações: 
  • Rollout: 
  • 1ª Entrega: 
  • 1º Cliente: 
  • Outros clientes:
  • Outras referências:
  • Evolução: 
  • Final de Produção:1996

Três Vistas

emb720_minuano.jpg

Especificações

DIMENSÕES
Comprimento 8,44 m 27,69 ft
Altura 2,49 m 8,16 ft
Envergadura 9,97 m 32,70 ft
PERFORMANCE
Velocidade Max. de Cruzeiro 268 km/h 145 kt
Alcance 1287 km 695 mn
Distância de Decolagem ( peso max., mível do mar, ISA ) 381 m 1250 ft
Distancia de Pouso ( nível do mar, ISA ) 170 m 560 ft
Grupo Motopropulsor 1 Motor Lycoming 300 HP 1 Motor Lycoming 300 HP
Capacidade de tanque de produtos (hooper)