Aeronaves

Histórico

O bimotor Seneca era um dos mais leves do mercado e podia transportar até sete passageiros. Equipado com motores Continental de 200 HP cada um, e com hélices bi-pás, uma de suas principais vantagens era o baixo consumo de combustível.

Em 06 de abril de 1982, a Embraer lançou a versão Seneca III, que trazia algumas modificações, incluindo o motor Continental de 220 HP e hélices tri-pás, o que garantia maior velocidade de cruzeiro. A nova versão incluía uma decoração requintada e a possibilidade de adaptar seus assentos para configurá-lo como um avião executivo, onde suas poltronas ficavam frente a frente, com uma mesa retrátil no meio. Era possível também, com o Seneca III, voar em altas altitudes, visto que o modelo possuía um teto aprovado de 25.000 pés e, para isso, a Embraer fornecia um sistema portátil de oxigênio, indispensável para esses voos.

Este, que era o bimotor mais vendido no mundo entre os aviões de sua classe, foi também um sucesso de vendas no Brasil, totalizando 876 unidades produzidas, sendo que a última unidade foi fabricada em 2000. Uma pesquisa divulgada em 1984 revelou que o Seneca era o avião leve mais usado para transporte de pessoas nas ligações entre cidades urbanas. Somente em 1979, este bimotor conseguiu a façanha de alcançar quase 30% de todos os aviões leves entregues pela Embraer.

Parceria Embraer Piper

Com apenas cinco anos de existência, em 1974 a Embraer já era considerada uma sólida empresa. Com 3.000 funcionários, tinha três aviões de sucesso no mercado: o Bandeirante, para aviação civil, o Xavante, para fins militares, e o Ipanema, de uso agrícola. Mas havia outros mercados a serem conquistados: em 1973, o Brasil ocupava o primeiro lugar no hemisfério sul entre os importadores de aviões leves, pequenos monomotores ou bimotores de até dez lugares, muito requisitados por empresas brasileiras para as viagens de seus executivos, sobretudo os fabricados pela empresa norte-americana Piper Aircraft Corporation. A previsão era de que, até 1978, o mercado brasileiro absorvesse cerca de 3 mil aviões leves. Para a Embraer desenvolver aviões similares, levaria em torno de três a cinco anos, levando em consideração os estudos para concepção, projeto, fabricação, etc., que demandavam recursos não disponíveis. Como forma de contornar a questão, a Embraer entrou em negociação com a Piper para produzir algumas de suas aeronaves sob licença no Brasil.

Durante as comemorações do quinto aniversário da Embraer, a empresa assinou um contrato de cooperação com a Piper nas áreas de desenvolvimento, produção e comercialização de seus aviões leves. Logo após a formalização do acordo, o governo brasileiro elevou as tarifas alfandegárias para aeronaves leves estrangeiras de 7% para 50%.

Inicialmente, a Embraer fabricaria apenas dois aviões: os bimotores EMB 820 Navajo (Piper Navajo Chifetais) e EMB 810 Seneca (Piper Seneca III). No entanto, já em 1974, a fabricação do monomotor EMB 720 Minuano (Cherokee Six) também foi incorporada na linha de produção da Embraer. No mesmo ano, a Empresa contratou a Neiva para produzir as aeronaves EMB 710 Carioca (Cherokee 235 Pathfinder) e EMB 711 Corisco (Cherokee Arrow II), todos da Piper.

A apresentação oficial das cinco aeronaves ocorreu em 17 de junho de 1975, e contou com o sorteio de um EMB 710 Carioca entre os aeroclubes brasileiros, que visava prestigiar a atividade destes grupos. O ganhador foi o Aeroclube de Bragança Paulista. No período de 1976 a 1984, foram lançadas mais três aeronaves leves: Tupi (Piper Archer II), Sertanejo (Cherokee Lance) e Carajá, sendo esta última uma versão atualizada do Navajo, totalizando oito aeronaves leves.

Em 1978, a Embraer passou a produzir localmente os aviões, com peças e componentes produzidos no Brasil, com exceção de alguns poucos itens, e em 1984, toda produção da linha de aviões leves da Embraer foi transferida para a Neiva, em Botucatu, no estado de São Paulo.

A produção de aeronaves leves superou as expectativas, pois, no total, 2.326 aeronaves Piper foram entregues entre 1975 e 2000.​

Ficha Técnica

  • Nome do Produto:Seneca
  • Código da Embraer:EMB 810
  • Nicho de Mercado:Aviação Leve
  • Início de Projeto:1974
  • Lançamento:17 de Junho de 1975
  • Primeira Venda:1975
  • 1º Voo: 
  • Certificações: 
  • Rollout: 
  • 1ª Entrega:1975
  • 1º Cliente: 
  • Outros clientes:
  • Outras referências:
  • Evolução: 
  • Final de Produção:2000

Três Vistas

emb810_seneca.jpg

Especificações

DIMENSÕES
Comprimento 8,72 m 28,60 ft
Altura 3,02 m 9,90 ft
Envergadura 11,86 m 39,91 ft
PERFORMANCE
Velocidade Max. de Cruzeiro 318 km/h 172 kt
Alcance 1360 km 735 mn
Distância de Decolagem ( peso max., mível do mar, ISA ) 411 m 1350 ft
Distancia de Pouso ( nível do mar, ISA ) 341 m 1120 ft
Grupo Motopropulsor 2 Motores Continental 220 HP 2 Motores Continental 220 HP
Capacidade de tanque de produtos (hooper)