Depoimentos

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Rachel Penido

Rachel Penido formou-se em Engenharia Eletrônica pela Universidade Católica de Minas Gerais. Ingressou na Embraer há mais de 30 anos, tendo participando do desenvolvimento dos Programas do EMB 120 Brasilia e do ERJ 145. Liderou a Integração de Sistemas no desenvolvimento do EMBRAER 170/190 e atuou como Gerente de Sistemas em Projetos Avançados, participando da fase de estudos preliminares do Legacy 450/500 e do KC-390. Atualmente, é Gerente de Sistemas dentro da recém criada Organização do Engenheiro Chefe, sendo responsável pela tecnologia e processos de desenvolvimento de sistemas, com atuação matricial em todos os programas da VTE.

Transcrição do Vídeo

Meu nome é Raquel, eu sou a quarta filha de uma família de oito filhos, nasci em Belo Horizonte, me formei lá também. E eu sou de uma época em que a autoridade dos pais era muito mais presente e forte do que hoje, os meus pais quando falavam não, era não, não tinha discussão, ninguém ficava questionando, mas meus pais também, diferentes de outras famílias da época, eles não batiam nunca bateram em nenhum dos filhos, no entanto, bastava falar, muitas vezes até olhar, meu pai olhava, minha mãe olhava e a gente obedecia e não questionava e aceitava, era natural, era assim que era. Mas, assim, eu nunca fui também, desde criança, apaixonada por engenharia e nem por avião. Na verdade, nos meus dezessete anos, no terceiro colegial, eu não sabia direito o que eu ia fazer e na época do terceiro colegial eu fazia o colegial, fazia inglês, alemão, piano, pintura e cheguei a fazer um teste vocacional, mas não deu muito resultado porque qualquer coisa poderia dar certo, então não adiantou muito. Mas um dia conversando com meu pai eu falei que eu gostaria de fazer artes e piano e ele com toda sabedoria e com todo senso prático, com toda experiência de vida e com toda dificuldade que ele já tinha passado, ele falou que era muito bonito, que eu ia muito bem, mas que ia ser muito difícil eu sobreviver. Então, aquilo me deixou alerta, me mostrou um outro lado que eu não estava considerando, mas o que me fez decidir pela engenharia mesmo foi uma visita que o colégio Dom Silvério - onde eu estudava na época no terceiro colegial - promoveu em diversas indústrias, em diversas fábricas, em diversos ambientes profissionais para que a gente conhecesse um pouquinho do ambiente profissional e nós fomos numa visita na TV Itacolomi, em Belo Horizonte, e um engenheiro com quem a gente conversou, ele falava com tanta convicção e com tanto ânimo, com tanto prazer assim do futuro da engenharia eletrônica... ele mostrava um horizonte tão próspero que naquele momento eu decidi fazer engenharia eletrônica, segundo ele, era o futuro, a engenharia do futuro. Foi assim que eu decidi fazer engenharia.
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